Lixo eletrónico das impressoras e consumíveis vai continuar a aumentar se Comissão Europeia aceitar acordo voluntário proposto pela indústria

  • Por Laura Carvalho
  • Publicado um mês atrás

O acordo voluntário proposto pela indústria para tornar as impressoras, cartuchos e toners mais sustentáveis, que a Comissão Europeia (CE) está a avaliar, não combate a obsolescência tecnológica, que a Europa tanto promete.

A tendência crescente das vendas de impressoras, do teletrabalho e das aulas em casa tem provocado o aumento da quantidade de lixo eletrónico destes aparelhos e seus consumíveis. Atualmente, cerca de 80% das impressoras são substituídas ao fim de três ou quatro anos após a compra, que, segundo os cálculos da ECOS, implica a produção anual de 500 mil toneladas de lixo eletrónico, dos quais apenas 2% são reutlizados em novos produtos. A curta duração destes produtos está ligada à má conceção das impressoras e à obsolescência incorporada pelos fabricantes, cujas práticas têm sido sujeitas a diversos processos judiciais na UE, para impossibilitar que os consumidores utilizem cartuchos recarregados ou de outras marcas.

O acordo voluntário assinado em 2011 pela indústria e sucessivos compromissos adotados revelaram-se insuficientes e, por isso, a CE tem que ser mais rigorosa e firme! Em 2018 teve início o processo de reformulação, especialmente no que diz respeito à reutilização, reparação e reaproveitamento das impressoras, cartuchos e toners. Após várias negociações, a indústria apresentou este ano, um texto atualizado, embora pouco melhorado, que está em fase de análise pela CE. Quase nenhum dos compromissos assumido pela indústria é acompanhado por disposições claras que garantam o seu cumprimento e, praticamente nenhum estabelece o nível de ambição para além do mínimo necessário. A decisão final da CE pode ser a favor do texto proposto ou, em alternativa, na criação de um regulamento específico, à semelhança do que existe para os televisores e máquinas de lavar, por exemplo, antes de 2022.

Apoiar o acordo proposto é um erro grave e compromete os objetivos de durabilidade, reparabilidade e de redução da produção de resíduos eletrónicos que a UE ambiciona e apregoa.

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Clique aqui para informação mais detalhada produzida pelo Coolproducts/Right to Repair/ECOS (em inglês).

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